Há 50 anos, o Brasil ganhava a primeira Copa do Mundo
No dia 29 de junho, faz 50 anos que a seleção brasileira de futebol venceu a Copa do Mundo da Suécia. Na final, contra os próprios suecos, o “escrete” venceu por cinco a dois, e efetivou o título esperado desde 1950, após a derrota para o Uruguai em pleno Maracanã. Com muito talento, a equipe de Pelé, Garrincha e companhia foi a única de um país não-europeu a conquistar uma Copa do Mundo no “Velho Continente”.
Atenção para Gilmar, Bellini, Nilton Santos, Djalma Santos, Zito, Orlando, Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagalo. Atenção para Castilho, De Sordi, Mauro, Oreco, Dino Sani, Zózimo, Joel, Moacir, Mazzola, Dida e Pepe. Vicente Feola e sua comissão técnica. Todos. O primeiro dos “carrosséis”. Entre as melhores equipes de esportes coletivos de todos os tempos. O time que estabeleceu o “futebol arte” como regra do jogo. Ora, cinqüenta anos é tempo simbólico para, ao falar de nomes, gols e vitórias, lembrar a conquista da nossa primeira Copa do Mundo de futebol. No entanto, falta um nome nessa seleta lista de homenageados deste cronista (sic).
Mais do que a equipe do talento e da classe inquestionáveis de todos os jogadores, o “escrete” era principalmente o time de Pelé e de Garrincha. Do menino Pelé e do mané Garrincha. Pelé tinha dezessete anos – e quase nenhuma barba – quando encantou o mundo e foi coroado na final diante dos suecos, vitória por cinco a dois. Machucado, o rei estreou na Copa apenas na terceira partida, diante dos soviéticos. Com ele, estreava também no Mundial um certo mané de pernas tortas, a “estrela solitária”, Garrincha. Rebaixado à condição de reserva devido ao exagero nos dribles, Garrincha finalmente estava em campo. Com Pelé e Garrincha no auge, a seleção afastou o fantasma da eliminação na primeira fase da competição, e caminhou a passos largos rumo ao título. Mas o que é para mim falar do caminho trilhado pela equipe de Pelé e Garrincha sem mencionar o nome daquele outro jogador de tempos não muito distantes?
A seleção passou pelo País de Gales, pela França e, na final, indiscutível, pela Suécia. A vitória veio como um filho a uma mãe cheia de amor. No entanto, essa vitória poderia não ter vindo assim, sob a forma de taça; vitória, como muitos atestam por experiência própria, pode ser apenas participar. O que seria da idéia de time dos sonhos caso não houvessem trazido o título para Juscelino? Talvez Pelé fosse dito menino demais, e Garrincha mané demais por driblar demais. No entanto, com certeza, o brilho daquela reunião única de talentos não seria apagado sem o título.
A vitória se encarrega de erguer e consagrar seus vitoriosos. Mas não nos ludibriemos com ela: a vitória não tem nacionalidade; ela estava, mas não era brasileira naquela ocasião. Tanto que um brasileiro, um guerreiro, derrotado na Copa de 1950, esteve por todo esse tempo ausente de quase todas as listas de homenageados do futebol brasileiro, não de forma merecida. Como ele dispensa melhores apresentações, limito-me a, com muito carinho, apenas citar seu nome: Barbosa. Um vitorioso.
No dia 29 de junho, faz 50 anos que a seleção brasileira de futebol venceu a Copa do Mundo da Suécia. Na final, contra os próprios suecos, o “escrete” venceu por cinco a dois, e efetivou o título esperado desde 1950, após a derrota para o Uruguai em pleno Maracanã. Com muito talento, a equipe de Pelé, Garrincha e companhia foi a única de um país não-europeu a conquistar uma Copa do Mundo no “Velho Continente”.
Atenção para Gilmar, Bellini, Nilton Santos, Djalma Santos, Zito, Orlando, Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagalo. Atenção para Castilho, De Sordi, Mauro, Oreco, Dino Sani, Zózimo, Joel, Moacir, Mazzola, Dida e Pepe. Vicente Feola e sua comissão técnica. Todos. O primeiro dos “carrosséis”. Entre as melhores equipes de esportes coletivos de todos os tempos. O time que estabeleceu o “futebol arte” como regra do jogo. Ora, cinqüenta anos é tempo simbólico para, ao falar de nomes, gols e vitórias, lembrar a conquista da nossa primeira Copa do Mundo de futebol. No entanto, falta um nome nessa seleta lista de homenageados deste cronista (sic).
Mais do que a equipe do talento e da classe inquestionáveis de todos os jogadores, o “escrete” era principalmente o time de Pelé e de Garrincha. Do menino Pelé e do mané Garrincha. Pelé tinha dezessete anos – e quase nenhuma barba – quando encantou o mundo e foi coroado na final diante dos suecos, vitória por cinco a dois. Machucado, o rei estreou na Copa apenas na terceira partida, diante dos soviéticos. Com ele, estreava também no Mundial um certo mané de pernas tortas, a “estrela solitária”, Garrincha. Rebaixado à condição de reserva devido ao exagero nos dribles, Garrincha finalmente estava em campo. Com Pelé e Garrincha no auge, a seleção afastou o fantasma da eliminação na primeira fase da competição, e caminhou a passos largos rumo ao título. Mas o que é para mim falar do caminho trilhado pela equipe de Pelé e Garrincha sem mencionar o nome daquele outro jogador de tempos não muito distantes?
A seleção passou pelo País de Gales, pela França e, na final, indiscutível, pela Suécia. A vitória veio como um filho a uma mãe cheia de amor. No entanto, essa vitória poderia não ter vindo assim, sob a forma de taça; vitória, como muitos atestam por experiência própria, pode ser apenas participar. O que seria da idéia de time dos sonhos caso não houvessem trazido o título para Juscelino? Talvez Pelé fosse dito menino demais, e Garrincha mané demais por driblar demais. No entanto, com certeza, o brilho daquela reunião única de talentos não seria apagado sem o título.
A vitória se encarrega de erguer e consagrar seus vitoriosos. Mas não nos ludibriemos com ela: a vitória não tem nacionalidade; ela estava, mas não era brasileira naquela ocasião. Tanto que um brasileiro, um guerreiro, derrotado na Copa de 1950, esteve por todo esse tempo ausente de quase todas as listas de homenageados do futebol brasileiro, não de forma merecida. Como ele dispensa melhores apresentações, limito-me a, com muito carinho, apenas citar seu nome: Barbosa. Um vitorioso.
“Olha lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar” (Marcelo Camelo)
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